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Gerado por Inteligência Humana.

há 3 horas
4 min de leitura

Vivemos um novo paradigma, e isso não podemos negar. Há poucos anos atrás, não imaginávamos que tão rapidamente estaríamos na era da IA, e que isso modificaria a forma como interagimos com a tecnologia e consumimos as informações.

Por um lado, essa febre das IAs amplia as possibilidades do que se dá para fazer em termos de software e IA Generativa, mas ao mesmo tempo isso nos torna dependentes dessas ferramentas.

Até quando é interessante que todos os negócios que existem no mundo, e até mesmo as coisas corriqueiras do dia-a-dia das pessoas, seja mapeado por ferramentas de inteligência artificial?


Hoje a IA sabe praticamente todos os processos de negócio que acontecem no mercado, sabe as preocupações e os interesses do consumidor, sabe até nossas fraquezas.

A verdade é que passamos da época em que a IA era só uma ferramenta útil, e chegamos em velocidade record à época em que dependemos das IAs. E aqui que mora o problema: dependência.

Hoje qualquer um consegue montar um SaaS com a ajuda da IA, e esse SaaS provavelmente vai ser muito superior às "ferramentas de prateleira" que até então convivíamos.

Nesse contexto, mais relevante que saber programar é saber comunicar o que se quer. Pois não construímos mais códigos "do zero", mas enchemos uma LLM de contexto ao invés disso, e esperamos que dessa subjetividade da comunicação linear ela consiga extrair as métricas objetivas para implantar a nossa ideia.



Se comunicar de forma clara é então um requisito para sermos eficientes nessa corrida.

E esse é apenas um dos problemas. Cá entre nós, se comunicar de forma clara não é bem a maior virtude do brasileiro.

Então segue a máxima do telefone sem-fio, aquela brincadeira clássica de como as informações se alteram no caminho devido à subjetividade da interpretação. Então, já temos aí a primeira válvula que nos alerta para a dificuldade em lidar com um mundo feito por IA.

Bom, aí se conseguirmos nos comunicar de forma eficiente, geramos outra problemática: o que realmente é meu e o que é da IA? Com a IA generativa, choveu SaaS de CRM, de Gestão, de tudo o que é coisa. Amplia a quantidade de pequenas soluções no mercado, mas todas elas, por mais que tenham sido "orientadas" por uma pessoa, foram construídas efetivamente por um cérebro artificial. E aí eu não sei quem é o dono da solução de verdade, se é o Claude ou o Cláudio, que "construiu" a ferramenta.

Para além disso, estamos disponibilizando nossas melhores ideias às grandes corporações, e não sabemos exatamente o que elas vão fazer com isso - mas temos ideia. Como vamos resguardar a propriedade intelectual sobre esses produtos, se na verdade quem o fez não foi nós, mas a IA?



Para além disso, vivemos sob o domínio de válvulas pouco claras sobre consumo de Token. Quando vê, os créditos acabam, e a menos que injetemos mais dinheiro, não conseguimos seguir o trabalho. Mas por que? Por que na real não sabemos o que estamos fazendo. Desenvolvemos soluções inovadoras, soluções práticas, soluções hiper relevantes, mas que na verdade não dominamos, a IA é quem domina. E isso é um modelo muito sustentável, mas apenas para as empresas de IA.

Não dá pra voltar no tempo, banir a IA ou simplesmente parar de usar. Mas também não dá pra depender de um modelo de IA pra qualquer coisa que formos fazer. Na real nesse âmbito, estamos só construindo mais escombros no abismo de informações que já temos, e a base desse escombro é nossa linguagem subjetiva e o que a IA interpretar dela.

De certa forma, a dependência atual dos modelos de IA pode nos levar a um colapso em diversas áreas, se os modelos se tornarem nocivos ou deixarem de cumprir com seu papel. Isso é uma possibilidade remota, mais é. Para além disso, aqui no mundo real, estamos atravessando fronteiras um tanto perigosas de evolução da IA, e aqueles filmes de ficção da revolução de máquinas já não estão tão longe da realidade, isso para além da quantidade de data centers espalhados no mundo e o impacto ambiental que eles geram.

Nesse sentido, pelo menos no âmbito da programação e da construção de soluções para gerenciamento dos processos de negócio, defendemos por aqui o low-code. Não precisamos ficar na mão de programadores sênior superfaturados ou de softwares de prateleira pouco customizados e muito menos de IAs caras e que não nos entendem - nem deixam o processo na nossa mão.




Desenvolver uma solução pode ser muito simples, e ter a solução na mão para incrementar ela ao longo do tempo, sem precisar gastar tokens (leia-se água) pra isso é o que gera real domínio sobre o que se produz. Softwares como Notion, Podio e Tape podem ser muito mais acessíveis, eficientes e completos para sustentar um processo que um conjunto de soluções "novas" geradas por IA (e que precisa de IA pra manter e ajustar no futuro).

No fim nosso vício em tecnologia de ponta nos fez abandonar uma frente que no passado já era a solução dos problemas que teríamos no futuro, mas a gente ainda acredita nessa tecnologia, como forma de devolver a agilidade e o domínio dos processos a quem realmente é dono deles: as pessoas.

Esse texto não foi gerado nem corrigido por IA!

 
 
 

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